sábado, 5 de junho de 2010

" Teria Você Coragem de Não Amá-lo?"


Por que devo amar a Jesus? Perguntou certo dia um goroto.
Tentando achar uma resposta que satisfizesse a curiosidade do garoto, olhei bem nos olhos dele e indaguei:
- Você gosta do seu Pai?
- Claro que sim, repondeu.
- Mas, você já pensou por que é que gosta do seu pai?
Seus olhinhos se movimentaram de um lado para o outro com uma rapidez extraordinária, e com um sorriso iluminando-lhe o rosto, disse: - Porque ele gosta de mim.
Você entendeu, meu amigo? O amor tem o estranho poder de cativar. O amor gera amor. Ninguém resiste ao magnetismo do amor, e uma das grandes verdades bíblicas é que Cristo nos amou de tal modo que o mínimo que podemos fazer é amá-Lo também.
Mas, por que é que o ser humano não consegue amar a Deus? Sabe o que acontece? As vezes é porque não entendemos o que Ele fez por nós. Falamos constantemente que Ele morreu na cruz para nós salvar, mas temo que não entendemos plenamente o que isso significa. Temos ouvidos tantas vezes essa frase desde quando éramos crianças que é possível que tenhamos nos familiarizado com ela a ponto de perdemos seu verdadeiro significado.
Ouvir um testemunho a algum tempo atrás de uma linda e bonita história de amor.
Em um colégio de seminário onde um dos rapazes mais feios do seminário casou-se com uma das moças mais lindas. Ela era uma das moças que chegaram no mesmo ano que ele no seminário. Os rapazes mais charmosos, mais bonitos, espertos e comunicativos
foram desfilando um a um tentando conquistá-la, sem sucesso.
Um dia tentando conquistá-la procurou um amigo e disse:
- Estou com problemas.
- O que foi? perguntou o amigo.
- Estou amando.
- Parabéns! Isso é fabuloso, não é um problema.
- Espere um minuto - disse ele - estou falando daquela garota.
- Cortou o sorriso e murmurou o amigo dele:
- Bom, aí sim é que é um problema. Você sabe, os rapazes mais charmosos e bonitos do colègio nada conseguiram. Você acha que ela vai olhaar para você?
- Eu sei - disse o rapaz, triste - eu sei disso, mas o que posso fazer se eu a amo?
Os meses foram passando e o amor foi crescendo em silêncio no coração do rapaz.
Na metade do ano, de repende, correram boatos de que ela abandonaria o colégio porque não conseguia pagar as mensalidades.
O garorto apresentou-se ao gerente do colégio e ofereceu-se para pagar as contas da moça ciom o estipêndio que ele tinha ganho vendendo livros. Naturalmente, isto significava para ele a perda de um ano de estudos.
O gerente tentou dissuadi-lo da idéia. Mas não conseguiu. "O dinheiro é meu e eu quero pagar as contas dela. E por favor, não gostaria que ela sabendo quem pagou."
Assim ele abandonou o colégio aquele ano para vender mais livros e continuar estudando no ano seguinte.
Alguns meses depois o amigo dele recebeu dele uma carta comovente! " Você diz que não vale a pena o sacrifício que estou fazendo, que ela nunca olhará para mim, o que você não sabe é que eu a amo e não posso permitir que ela perca um ano de estudos. Eu a amo. Não importa se ela nunca olhará para mim. Eu sou feliz fazendo isto por ela.
No ano seguinte ele retornou ao colégio. Seu amor estava mais maduro. tinha certeza do que sentia e um dia criou coragem e falou com ela.
Abriu o coração e declarou seus sentimentos.
Foi um momento muito triste. Ela não só recusou a proposta como o tratou mal. Alguém procurou então a moça e disse para ela: "Olha, você tem o direito e a escolha de dizer não, mas podia ter sido mais delicada com ele. Não precisava magoá-lo. É verdade que ele é um garoto simples, quase inexpressivo, mas ele ama você de tal modo que o ano passado perdeu o ano de estudo para você não abandonar o colégio, e tudo isso sem querer que você soubesse, sem esperar nada, apenas porque a ama".
A moça ficou chocada. Chorou. Perguntou ao gerente se era verdade e, ao confirmar tudo, sentiu-se ferida e humilhada.
Meses depois o rapaz anunciou:
"Estou namorando-a!"
Todo mundo começou a pensar: "É por pena", "por compaixão". Mas um dia ela disse uma coisa muito bonita. " Quando descobrir o que ele tinha feito por mim senti-me magoada, chateada, ofendida. Mas à medida que o tempo passou, comecei a pensar com mais calma e perguntei a mim mesma: "Será que neste mundo poderei um rapaz que me ame tanto a ponto de sacrificar, em silêncio, um ano de seus estudos sem esperar nada, mesmo sem querer que eu soubesse do sacrifício que ele estava fazendo? "
Ai cheguei a uma conclusão: Como teria coragem de não amar alguém que me ama tanto?"
Essa frase merece ser emoldurada em ouro: " Como teria coragem de não amar alguém que me ama tanto?"
No dia que compreendemos o que realmente aconteceu naquela tarde na cruz do Calvário, sem dúvida, também faremos a mesma pergunta.
Mas o que foi mesmo que aconteceu lá?
Voltemos nossos olhos ao Jardim do Éden. Ao criar Deus o ser humando, deu-lhe uma ordem: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás"! Nesta ordem estava envolvido o princípio de retribuição.Em outras palavras, a obediência merece vida e a desovediência merece morte. O homem pecou. Todos nós pecamos e em consequência a nossa recompensa devia ser a morte.
Tínhamos que morrer. "O salário do pecado é a morte", mas acontece que o ser humando não quer morrer. Ele pede perdão. "Pai, perdoa-me" - ele clama. Sabe o que ele está querendo dizer? " Pai, e pequei, mereço morrer, mas por favor, nçao quero morrer. esta súplica do homem cria um conflito para Deus porque Ele é Deus e Sua palavra não muda. Se o homem pecou, tem que morrer, mas Ele ama o ser humano, não pode permitir que o homem morra. O que fazer? Se existe pecado tem que existir morte, "sem derramamento de sangue não há remissão".
O homem não quer morrer, então alguém tem que morrrer. Alguém tem que pagar o preço do pecado no lugar do ser humano. É ai que aparece a figura majestosa do Filho. Ele diz: "Pai, o homem merece a morte porque pecou, mas antes de cumprir a sentença quero ir à Terra como homem e viver como ele; quero assumir sua natureza, experimentar seus conflitos, suas tristezas, suas alegrias e tentações. Foi por isso que Cristo veio a este mundo, como uma criança.
Ele não apenas pareceia homem. Ele era um homem de verdade. Como você e como eu. Teve as mesmas lutas que você tem, sentiu-Se às vezes sozinho e incompreendido como você. Experimentou suas tentações e é por isso, e não simplesmente porque é Deus, que Ele está mais pronto a amá-lo e compreendê-lo do que a julgá-lo e condená-lo.
O Senhor Jesus viveu neste mundo 33 anos. A Bíblia diz que "foi tentado em tudo, mas não pecou". Ora, se Ele viveu neste mundo como homem, e como homem foi tentado e não pecou, pelo principio de retribuição Ele merece a vida.
Agora vamos imaginar um diálogo entre Cristo e seu Pai. "Pai - disse Cristo depois de ter vivido neste mundo - Eu vivi na Terra, como um ser humano e fui tentado em tudo mas não pequei. Como ser humando ganhei o direito à vida. O homem, pelo contrário, pecou e merece a morte. Agora, Pai, o princípio de retribuição não impede que haja uma troca. Sendo assim, a morte que o homem merece, quero morrê-la Eu e a vida que Eu mereço porque não pequei, quero oferecê-la ao homem."
Foi isso o que aconteceu lá cruz do Calvário. Uma troca de amor. Alguém morreu em nosso lugar. Alguém morreu para nos salvar.
Uns dias antes da morte de Cristo a polícia de Jerusalém prendeu um marginal chamado Barrabás. O delinquente foi julgado e condenado à pena de morte. Devia ser cravado numa cruz. Esta erta um a morte cruel. Ninguém morre por causa de feridas nas nãos e nos pés. A morte de cruz é lenta e cruel. O sangue vai se acabando gota a gora. Às vezes o marginal ficava cravado vários dias, o sol de dia e o frio à noite, a fome, a sede e a perda paulatina de sangue iam acabandoo pouco a pouco com sua vida.
Depois do julgamento e a condenação, as autoridades chamaram um carpinteiro para preparar a cruz de Barrabás. Ali estava o delinquente e ali estava sua cruz. Preparada especialmente para ele, com suas medidas e com seu nome. Mas naquele dia os judeus prenderam Jesus. Ele também foi julgado e condenado. A história conta que um homem chamado Pilatos, tentando defende-lo, apresentou perante o povo Cristo e Barrabás. E disse: em datas como esta temos o custume de solta um prisioneiro. A quem quereis que eu solte desta vez, Cristo ou Barrabás?
E o povo enlouquecido gritou:
- Solta Barrabás!Crucifica a Cristo!
Acho que se alguém entedeu alguma vez na plenetude do sentido a expressão, "Cristo morreu em meu lugar", foi Barrabás. Ele não podeia acreditar. Talvez beliscasse sua pele para saber se realmente estava acordado ele, o marginal, o homem mal, estava livre. E aquele Jesus, manso e simples, que só viveu semeando amor, devolvendo saúde ao doentes e vida ao mortos estava ali para morrer em seu lugar. Eu imagino que Barrabás pensou: " Eu nunca terei palavras para agradecer a Cristo por ter aparecido se Ele não tivesse vindo,eu estaria condenado irremediavelmente".
Já não havia mais tempo para chamar o carpinteiro e perarar uma cruz para Cristo. Além do mais, ali havia uma cruz vaga com as medidas de outro, com o nome de outro, preparada para outro. E aquela tarde, meu jovem, quando Cristo ascendeu ao monte do Calvário carregando uma pesada cruz - Eu gostaria que você entendesse bem isto - Aquela tarde triste, Jesus estava carregando uma cruz alheia, porque para Ele ninguém preparou uma cruz. Sabe por que? Simplemente porque Ele não merecia uma cruz. Aquela tarde Cristo estava carregando a minha cruz. Era eu que merecia morrer, mas ele me amou tanto que DECIDIU morrrer em meu lugar e me oferecer o direito a vida, que como homem Ele tinha conquistado.
Finalmente os homens chegaram ao topo da montanha. Deitaram a cruz no chão e com enormes pregos atravessaram-Lhe as mãos e os pés. A cruz foi levantada e com o peso do corpo Suas carnes se rasgaram. Um soldado tinha-Lhe colocado na fronte uma coroa de espinhos. O sangue escorria lentamente pelo rosto. O outro soldado Lhe feriu o outro lado com uma lança. Ali estava o Deus-Homem morrendo por amor.
O sol ocultou seu rosto para não ver a miséria dos homens, o céu chorou numa torrente de chuva. Até as aves dos cèus e as bestas do campo corriam de um lado para o outro perscrutando em sua irracionalidade que alguma coisa estranha estava acontecendo. So o homem, a mais bela e inteligente das criaturas, parecia ignorar que naquele instante seu destino eterno estava em jogo.
Horas depois, quando os judeus voltaram para casa, lá naquela montanha solitária, em meio a dois ladrões pendia agonizante o maravilhoso Jesus, entregando Sua vida pela humanidade.
Alguma vez você se deteve a pensar no significado daquele ato de amor?
Não foi um louco suicida que morreu na cruz. Não foi um revolucionário social que pagou por sua ousadia. Era um Deus feito homem e como homem tinha medo de morrer. Possuía o instinto de conservação. Ele tinha tanto medo de morrer que, na noite anterior, no Getsêmani, disse ao Seu Pai:
- Pai, eu tenho medo de morrer.
- Se tivesse outro meio de salvar o mundo, se passasses estas provação de Mim, Eu ficaria muito grato.
E eu tenho certeza que Deus disse:
- Ainda esta em tempo de voltar atrás, Meu Filho.
A vida toda da humanidade estava em Suas mãos. Ele tinha medo de morrer, mas Seu amor era maior do que o medo, maior do que a vida. Como abandonar o homem no mundo de desespero e de morte. É isso que talvez eu nunca consiga entender. Por que Ele me amou tanto? Você entende o significado de sua vida? Você é a coisa mais importante que Cristo tem. Ele o ama de tal maneira que mesmo tendo medo da morte, aceitou-a para vê-lo feliz. Não apenas para vê-lo torna-se membro de uma igreja, mas para vê-lo realizado e feliz.
Voltemos agora ao raciocínio inicial. O homem pecou e merece morrer. Mas Ele vai a Deus e diz:
- Pai perdoa-me.
Em outras palavras:
- Eu não quero morrer.
- Filho, eu não posso mudar o princípio. O salário do pecado é a morte. Não tem outra saída - diz Deus.
- Pai, perdoa-me, por favor, perdoa-me - clama o homem em seu desespero.
Um pastor certa vez contou uma pequena história de quando era garoto.
Diz ele que gostava de pular a cerca e colher as maçãs do vizinho. Um dia a mãe o chamou e, mostrando-lhe uma vara verde, disse:
- Você está vendo esta vara?
- Sim, mãe.
- Se você colher mais uma maçã do vizinho, vou castigá-lo 5 vezes com esta vara, entendeu?
- Sim, mãe.
Os dias passaram. As maçãs estavam cada dia mais vermelhas e o menino não conseguiu resistir à tentação. Polou a cerca e comeu maçãs até ficar satisfeito. O que ele não podia esperar era que ao voltar para casa a mãe estivesse esperando-o com a vara verde na mão. tremeu. Sabia o que iria, acontececer. Quase sem pensar suplicou:
- Mãe, me perdoe.
- Não, filho - disse a mãe - eu falei uma coisa e terei que cumpri-la.
- Mãe, por favor, eu falei uma coisa e terei que cumpri-la.
- Não posso filho, você terá que receber o castigo.
- Por favor mãe, por favor - continuou suplicando com os olhos lacrimejantes.
Que mãe pode ficar insensível vendo o filho amado suplicando perdão?
Ela tomou entre as suas as mãos do filho e perguntou:
- Você não quer receber o castigo?
- Não, mãe.
- Então, só existe uma saída meu filho.
- Qual é?
A mãe estendeu a vara para ele e disse: segura a vara meu filho. Em lugar de eu castigar você com esta vara você vai castigar a mim. O castigo tem que se cumprir, porque a falta existiu. Você não quer receber o castigo, mas eu o amo tanto que estou disposta a receber o castigo por você.
" Até aquele momento eu tinha chorado com os olhos - contou o pastor - naquele momento eu comecei a chorar com o coração. Como teria coragem de bater na minha mãe por um erro que eu tinha cometido?
Você entendeu a mensagem?
É isso que acontece entre Deus e nós quando, depois de pecar, suplicamos perdão. Ele olha com amor para nós e diz:
- Filho, você pecou e merece a morte, mas você não quer morrer. Então, só tem uma saída, Meu filho.
- Qual é ? - perguntamos ansiosos.
- Em lugar de você morrer pelo pecado que cometeu, estou disposto a sofrer a consequencia de seu erro - reponde Ele com Sua voz mansa.
O pastor não teve coragem de castigar sua mãe por um erro que tinha cometido. Mas nós tivemos coragem de crucificar o Senhor Jesus na cruz do Calvário. Continuamos crucificando-O cada dia com as nossas atitudes. E Ele não diz nada. Como cordeiro é levado ao matadouro e como ovelha muda diante doas seus tosquiadores, não abre a baca, não reclama, não existe direitos, não pensa em justiça. Apenas norre, morre lentamente consumido pelas chamas de um amor misterioso, incompreensível, infinito.
Não, eu nunca terei palavras para agradecer o que Ele fez por mim. Eu nunca poderei entender a plenitude de Seu amor por mim. Mas ao levantar os olhos para a montanha solitária e ver pendurado na cruz um Deus de amor, meu coração se enternece e exclamo como a garota do colégio:
"Como teria coragem de não amar alguém que me ama tanto?"
Deus abençoe!
Dani!

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